Pedro Serrano: "Quem trai a pátria deve perder a cidadania"
Publicada em 12/07/25 às 19:14h - 42 visualizações
Brasil247
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Pedro Serrano (Foto: Reprodução)
Em entrevista ao programa Boa Noite 247, o jurista e professor Pedro Serrano fez duras críticas à atuação da família Bolsonaro e seus aliados no exterior, em especial à interferência de Donald Trump na política brasileira.
Serrano defendeu, com ênfase, a necessidade de uma legislação que permita a perda da cidadania para brasileiros que atentem contra a soberania nacional.
“Quem trai a pátria deve perder a cidadania”, afirmou.
Segundo ele, a tentativa de blindar Jair Bolsonaro de responder judicialmente no Brasil, a partir da pressão internacional exercida por Trump e aliados como Steve Bannon, constitui “um comportamento de traição à pátria”.
E foi além: “O brasileiro não pode agir com tamanha deslealdade com o seu próprio povo e o seu próprio país.
Tem que ser perda da cidadania com retirada do território nacional.
Não tem que frequentar o país mais, não tem que estar aqui.”
Serrano rebateu a tese de que Bolsonaro esteja sendo injustiçado: “Bolsonaro não foi condenado a nada.
O que Trump quer é que Bolsonaro, assim como qualquer brasileiro, não responda por seus atos. Isso é destruir a Constituição.
O comportamento da família Bolsonaro é aristocrático, não querem se submeter à lei dos comuns.”
Para ele, a tentativa de sabotagem institucional promovida por esses grupos deveria ensejar a cassação de mandatos, perda de direitos políticos e até impedimento de residência em território nacional.
A entrevista também abordou o impacto econômico e simbólico das ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, que, segundo Serrano, geram “prejuízo incalculável” ao país.
O jurista apontou a possibilidade de que a conduta do deputado configure associação criminosa e ameaça à jurisdição do Supremo Tribunal Federal.
“Isso pode ensejar prisão preventiva e, para os que estão no exterior, a emissão de alerta vermelho internacional”, defendeu.
Sobre a influência de Trump, Serrano foi taxativo: “O Trump é tóxico para o próprio povo dele, para o país dele e para o mundo.
Não há como manter relações confiáveis com um país que elegeu alguém assim.
Os Estados Unidos já não são funcionalmente uma democracia, como disse o Paul Krugman.”
Para o jurista, o Brasil deveria aproveitar a crise para se afastar dos EUA e fortalecer relações com a China e outros parceiros comerciais confiáveis.
A entrevista foi encerrada com uma dura crítica à conivência de setores do Congresso Nacional com os atos golpistas: “O Congresso deveria ter a dignidade de aprovar medidas que impeçam essas traições.
Não podemos mais abrir mão do direito de processar quem comete crimes contra o Brasil.” Assista:
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