A eliminação do Cruzeiro para o Atlético-MG na terça-feira (1º) foi marcada pela alteração tripla de Artur Jorge após a expulsão de Villalba.
No entanto, a Raposa teve desempenho inferior ao do rival durante os 90 minutos da partida realizada na Arena MRV.
O Cabuloso teve apenas dois momentos positivos na partida, ao resistir à pressão inicial alvinegra e no início do segundo tempo.
Pelo sétimo jogo consecutivo, o time de Artur Jorge criou menos gols esperados (xG) que o adversário, com 1,44 contra 2,29.
Além disso, teve metade do número de finalizações (12 contra 28) e metade dos chutes ao gol (4 contra 8).
Em um jogo no qual assistiu o adversário pressionar, o Cruzeiro trocou apenas 334 passes, o terceiro jogo com menos passes sob o comando de Artur Jorge.
Problemas antigos
Contra a Raposa, o Atlético-MG apostou em jogadas velozes pelas pontas e cruzamentos na área.
Foram 27 cruzamentos alvinegros e duas chances claras em apenas sete minutos.
Aos três, Cassierra acertou a trave, e aos sete, Bernard parou em ótima defesa de Otávio.
Apenas no primeiro tempo, o Alvinegro chutou 14 vezes, mais que o Cruzeiro no jogo todo (12).
A primeira finalização de dentro da área (excluindo o gol de pênalti) aconteceu aos três minutos do segundo tempo, com Matheus Pereira, para fora.
A pressão celeste com cinco ou seis jogadores ocorreu em momentos isolados.
O comum foi que apenas os atacantes dificultassem a saída.
Mesmo assim, o meio-campo da equipe de Artur Jorge seguia exposto, com espaço para o trabalho dos donos da casa.
Nos minutos finais, Bernard e Cassierra tiveram mais duas chances claras.
Alterações decretaram eliminação do Cruzeiro
Amarelado no primeiro tempo por falta em Natanael, Villalba continuou exposto no segundo tempo por mais 15 minutos, até ser expulso.
Antes do vermelho, o Cruzeiro vivia seu melhor momento no jogo, com cinco finalizações em 15 minutos.
Depois, houve apenas mais uma.
Com a expulsão, Artur Jorge colocou Rojas no lugar de Gerson para repor a lateral, tirou o amarelado Kaio Jorge para colocar Neyser e substituiu Matheus Pereira por Matheus Henrique.
Com isso, a equipe perdeu suas lideranças técnicas, e Everson teve um fim de jogo tranquilo.
Quando nós sofremos a expulsão, tínhamos apenas mais uma mudança, faltavam 30 minutos. O Gerson pediu para sair por um desconforto. Tínhamos que agir rápido.
Nossa ideia foi trocar o lateral porque precisávamos.
Trocar o Gerson pelo Matheusinho e ter o Kenji para fazer o corredor esquerdo. Ter uma linha de cinco quando o adversário chegasse.
Ter um time com transições rápidas, vencer nas costas da defesa, ter verticalidade.
Pudemos dessa forma olhar para o time num 5-3-1. Tendo o momento que tínhamos apenas uma substituição.
Tinha que tomar uma decisão para tentar manter a equipe viva no jogo – explicou Artur Jorge.
Espaço para Fred
Principal contratação atleticana na temporada, Fred foi o jogador que mais participou da partida pela equipe, com 88 ações com a bola e 49 passes corretos no campo adversário.
Além disso, realizou 149 metros em condução distribuídos em 20 avanços.
No lance do primeiro gol, o camisa 7 passou para Scarpa, indicou a opção na direita, recebeu novamente, teve tempo para pensar e encontrou Victor Hugo na área.
Matheus Henrique indicou o espaço o tempo todo, mas não fechou a linha de passe.
João Marcelo não chegou a tempo, e Fabrício Bruno não conseguiu impedir a finalização. No segundo gol, Fred finalizou em meio à marcação branda de Neyser e garantiu a classificação alvinegra.
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