O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o golpe contra Dilma Rousseff, há dez anos, interrompeu um projeto nacional em construção e deixou efeitos que ainda marcam o cenário político brasileiro.
A declaração ocorreu ao lembrar o 17 de abril de 2016, data em que a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de impeachment da então presidenta da República, inocentada pelo Ministério Público e por uma perícia do Senado após ser acusada de cometer “pedaladas fiscais”.
As declarações foram publicadas por Lindbergh Farias na rede social X, onde ele revisitou o contexto da votação que deu início ao processo de afastamento de Dilma Rousseff.
O deputado também ressaltou que a ex-presidenta foi inocentada posteriormente por instâncias como o Ministério Público e por uma perícia do Senado, em relação às acusações de “pedaladas fiscais”.
Ao comentar os desdobramentos do impeachment, Lindbergh associou o episódio a mudanças profundas no ambiente político nacional.
“Não foi só um golpe contra Dilma, mas a interrupção de um projeto de país que estávamos construindo e cujas consequências sentimos ainda hoje”, escreveu.
Atualmente, Dilma preside o Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do BRICS), sediado em Xangai, na China.
O parlamentar do Partido dos Trabalhadores também relacionou o processo à ascensão de forças políticas conservadoras no Brasil.
“Foi esse processo que abriu caminho para a ascensão da extrema-direita no Brasil.
Dez anos depois, ainda temos a missão histórica de derrotá-los nas redes, nas ruas e nas urnas!”, declarou.
Na avaliação do deputado, a votação na Câmara entrou para a história por seu simbolismo negativo.
“Há uma década, a Câmara autorizava a abertura do impeachment de uma presidenta honesta que não cometeu nenhum crime de responsabilidade”, afirmou.
Ele acrescentou que o episódio ficou marcado como o “Dia da Vergonha”.
Lindbergh também mencionou declarações recentes do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que presidiu a sessão de 2016. Segundo o deputado, Cunha reconheceu a relevância do processo para o cenário político posterior.
“O de 17 de abril de 2016 entrou para a história como o ‘Dia da Vergonha’.
Eduardo Cunha fez uma declaração recente em que ele assume: sem o golpe contra Dilma, Bolsonaro não chegaria à presidência”, escreveu.
A votação de 2016 marcou uma das etapas centrais do processo que resultou na destituição de Dilma Rousseff em 31 de agosto daquele ano.
Desde então, o episódio segue como ponto de disputa política e interpretação histórica no país, com diferentes leituras sobre suas causas e consequências.
""Há uma década, a Câmara autorizava a abertura do impeachment de uma presidenta honesta que não cometeu nenhum crime de responsabilidade. O de 17 de abril de 2016 entrou para a história como o “Dia da Vergonha”. Eduardo Cunha fez uma declaração recente em que ele assume: sem o Mostrar mais""
ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.